Blogger depois de 7 posts: o que confirmou e o que surpreendeu

Lá no segundo post desse blog, expliquei por que escolhi o Blogger em vez de WordPress ou Ghost — basicamente, porque ele removia qualquer fricção técnica pra eu começar a publicar no mesmo dia. Já se passaram sete posts desde então, e acho que vale revisitar essa decisão com dados reais na mão, em vez de só a expectativa que eu tinha antes de começar.

O que se confirmou

A promessa de "zero fricção" se confirmou na prática. Em nenhum momento, ao longo desses sete posts, o Blogger foi o motivo de eu atrasar uma publicação. Criar posts, formatar em HTML, adicionar marcadores, configurar favicon e logo — tudo funcionou de forma previsível, mesmo com a minha inexperiência total no início.

Isso validou o critério que defini lá atrás: escolher a ferramenta que eu conseguia operar hoje, não a mais robusta no papel. Sete posts publicados sem travar em nenhum é a prova de que esse critério funcionou pra essa fase.

O que ficou mais claro como limitação

Também apareceram, na prática, os pontos que eu já esperava como fracos:

Editor de HTML manual. Cada post que gero com IA, preciso colar no modo HTML do editor porque o Blogger não interpreta Markdown automaticamente. Funciona, mas é um passo manual a mais que uma plataforma como o WordPress, com plugins específicos, resolveria de forma mais direta.

Personalização de tema limitada. Pra ajustar o tamanho da logo no cabeçalho, precisei mexer em CSS dentro do editor avançado — não é complicado, mas também não é tão visual quanto eu gostaria. Num WordPress com um bom tema, provavelmente teria mais opções prontas sem precisar tocar em código.

URL com .blogspot.com. Ainda pesa um pouco na percepção de autoridade, especialmente pensando em compartilhar os posts nas redes sociais mais pra frente. Continuo com o plano de migrar pra domínio próprio quando fizer sentido — o Blogger permite isso sem precisar trocar de plataforma, o que é outro ponto a favor da escolha inicial.

A pergunta que eu faria de novo hoje

Se eu estivesse decidindo de novo, com o que sei agora, ainda escolheria o Blogger pra essa fase específica — de validar consistência de publicação e formato de conteúdo. As limitações que encontrei são reais, mas nenhuma delas travou o processo de publicar continuamente, que era o objetivo principal dessas primeiras semanas.

O ponto de atenção é: essa conclusão vale pra essa fase. Quando eu já tiver o processo de conteúdo validado e migrar pra publicação automatizada via API, talvez as limitações de personalização pesem mais — principalmente se eu quiser construir algo mais robusto visualmente pra apresentar como case do serviço que pretendo oferecer.

Próximo passo

Com essa reavaliação feita, o próximo post entra num assunto mais prático: como organizei a estrutura de pastas do meu computador antes de começar a configurar a automação técnica, pra não misturar rascunho, scripts e credenciais de forma bagunçada.

Se você está usando alguma plataforma de blog há algumas semanas, vale o mesmo exercício: o que confirmou sua expectativa inicial, e o que te surpreendeu — bem ou mal?

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